A Engenharia, o Núcleo Comum e a Teoria dos Jogos

por Frank de Alcantara em 23/05/2026

A Engenharia, o Núcleo Comum e a Teoria dos Jogos

No artigo anterior desta série, exploramos o Jogo da Imitação, mostrando como a estrutura de incentivos pode transformar o ensino em um mero exercício de reconhecimento de padrões superficiais em busca de aprovação. Agora, vamos aplicar essa mesma lente analítica da Teoria dos Jogos a uma decisão estrutural muito específica e comum no ensino superior.

Há algumas décadas uma universidade do Rio de Janeiro criou o núcleo comum para as engenharias. A ideia é interessante por vários motivos logísticos e econômicos. Afinal, todas as engenharias precisam estudar cálculo e física. Sempre fui contra. O aluno de engenharia civil não precisa aprender cálculo, ou física, com o mesmo foco, ou profundidade, do aluno de engenharia eletrônica, ou da computação e vice-versa.

Este artigo analisa os possíveis efeitos da aplicação de um núcleo comum às engenharias. O objetivo não é oferecer um veredito universal, mas examinar como incentivos administrativos, pedagógicos e econômicos moldam o resultado desse arranjo.

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