Alto Desempenho, Regras que Sobrevivem à Medição
por Frank de Alcantara em 09/07/2026
Este artigo também está disponível em inglês.
Em março de 2013, Andrei Alexandrescu publicou no blog de engenharia do Facebook a transcrição de uma palestra com três dicas de otimização para C++. Três. Não trinta, não “dez truques que os compiladores odeiam”. Três: meça antes de acreditar, reduza a força das operações e minimize escritas na memória. O artigo envelheceu melhor que a maioria dos frameworks lançados naquele ano, o que diz algo sobre frameworks e algo sobre fundamentos.
A parte mais citada nem é uma das dicas. É a observação de que as CPUs modernas abandonaram o modelo determinístico, um ciclo por operação, memória sem espera, em troca de desempenho estatístico: caches profundos, pipelines longos, execução especulativa, renomeação de registradores. O processador ficou mais rápido na média e mais imprevisível no caso particular. A consequência prática é desconfortável: a sua intuição sobre o que é rápido está, com alta probabilidade, errada. A dele também estava. Por isso ele media.
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